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Para abrir nossas "conversas" do ano, separei um resumo sobre estudo envolvendo participantes da São Silvestre. Com auxílio de alunos da FMUSP, o pesquisador Tedesco aplicou a versão abreviada do questionário WHOQOL, elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para mensuração da qualidade de vida em 947 participantes na edição de 2002. Considerando o tempo gasto para finalizar a prova, a amostra foi dividida em cinco grupos ,o primeiro grupo formado pelos mais velozes e o último pelos mais lentos.
Nos domínios físico, psíquico, social não houve diferenças significativas entre os cinco grupos. Houve diferenças mais acentuadas em relação à qualidade de vida no domínio ambiental, que investigou aspectos relacionados com o meio em que a pessoa vivia e incluiu perguntas sobre segurança, condições financeiras e acesso à informação, a tratamentos médicos e a meios de transporte.
De acordo com a pesquisa, os corredores mais rápidos treinavam 6 vezes por semana e apresentavam a mais baixa escolaridade de todos os grupos. Em contrapartida, além de a maioria ter nível superior completo, os corredores mais lentos não demonstraram nenhum tipo de insatisfação no domínio ambiental.
“Uma das hipóteses levantadas é que os mais velozes entram na prova com finalidade diferente em relação aos mais lentos. Por virem de condição de vida inferior, eles participam exclusivamente para ganhar o prêmio em dinheiro, enquanto os mais lentos correm por lazer e diversão”, disse Tedesco.
O aconselhamento efetivo em promoção da saúde precisa compreender e valorizar estes domínios.